Hiper-diagnosticando: Amor
Estamos em tempo de exageros, e nós inclusive exageramos em tudo, como se coisas intensas durassem mais. Exageramos para tentar parar o tempo. Em vão. Entristeço-me ao ver como as pessoas acham que estão amando. Podem me chamar de invejosa ou despeitada, mas mais metade das pessoas que conheço e se dizem infinitamente apaixonadas pelo parceiro ou pela parceira, se esquecem delas amanhã ou depois. É claro que eu acho válido viver intensamente, aproveitar cada momento, usufruir da vida o máximo que pudermos por segundo. O que eu acho falta de senso é um indivíduo, num acesso de euforia, dizer “eu te amo” no primeiro encontro, digamos. Quem vê de fora - em Widescreen - vê melhor, acreditem. Hoje, chega-se ao cúmulo onde simpatia é considerada amor. Ninguém ama ninguém antes conhecer o suposto amado, e isso leva tempo. Andamos muito preocupados com quantidade, qualidade e scraps, que acabamos esquecendo de nos questionar, de ir a fundo, de no revelarmos a nós mesmos. Queremos logo nos revelar ao próximo. Não amamos nem a nós mesmos, e já estamos dizendo “eu te amo” para a pessoa que pagou o jantar. Seria bom se passássemos a olhar para o nosso interior, ao invés de nos olhar-mos no espelho. Arrancar de nós toda essa superficialidade. Seria bom que conhecêssemos o amor por meio de nós mesmos, para poder reconhece-lo no próximo. Amarmos-nos primeiro, para depois compartilhar esse sentimento com o outro. Por que será que deixamos o egoísmo de lado só quando não deveríamos? Quem não se ama não pode ser amado, nem tampouco dar amor, pelo pouco – ou nenhum – conhecimento que tem do sentimento. Devemos aprender que a melhor companhia é a nossa, ou no máximo a do nosso animal de estimação. É bem certo que às vezes não queremos a melhor companhia, só a que mais nos agrada. Elas nem sempre são a mesma. Resumindo, eu não estou te dizendo para ficar sozinho (a) o resto da vida, pois você se basta. Você até se basta, mas ficar sozinho (a) é opção. Só te peço para não banalizar o verbo amar, que é o mais lindo de todos. Não banalize a si próprio, não se negue amor. Ame-se de todas as formas, conheça-se profundamente e você estará preparado para dividir esse amor – que estará transbordando em você - com outro alguém.

4 Comments:
Realmente, a palavra amar é muito banalizada. Confesso que até eu várias vezes disse que te amo em vão. E o que ganhei? Nada. Não custa nada querer se conhecer primeiro, para depois falar de amor. Amor próprio. E por incrível que pareça, ultimamente tenho tido contato com pessoas completamente desprovidas disso. Em suma, o texto está ótimo, Deia. Recomendo que todos leiam e acordem para a vida.
Reflexão ótima que eu mesmo já fiz algumas vezes. E até mesmo demostrei isso a pessoas. Porém, contuto, toda via, no entanto, entretanto. Eu mesmo já banalizei este verbo. Como disse em uma frase minha tempos atraz, banalizei o "Eu te amo". E novamente citando frases que li, e esta saiu do orkut: "Seu primeiro e maior amor é o amor próprio." Depois de vermos isto estaremos pronto para amar. Amar não é só dizer "eu te amo" conseguimos demonstrar para uma pessoa que nós a amamos sem nem mesmo dizer essa frase. É dificil sim. Mas é possivel. Ainda não decobri uma maneira de descobrir quando se ama. Uma vez alguem me perguntou o que é amar para mim. Respondi que é quando não se consegue parar de pensar na pessoa e coisas desse tipo. Estava errado. Isso é preocupação. Acho que ainda não sei realmente o que é amar, mas acho que já amei sem saber. Ou talvez saiba e tenha amado realmente, e se for assim estou amando. Mas deixemos tudo com o Tempo. Ele é o melhor professor.
Dessa vez não vou puxar seu saco não. Você ja deve estar cansada disso. Sabe que eu adoro seus textos e tudo mais... Beijos.. e Se cuida!! Sem mais dietas loucas.
Bjus =*
Minha bilhota é a mais linda.
Lindo texto, lindas palavras.
Te amo bilhota! (e sem banalizar)
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DOREI NENENHO!
VOCE TA CADA VEZ MELHOR NISSO!
BJINHO!
TE AMO MANINHA
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