Como sempre

O último ônibus ainda não tinha passado, então não tive problemas em voltar para casa. Eu tinha dinheiro trocado para pagar a passagem, sendo assim eu não tive que ficar esperando troco e pude me adiantar para sentar em um bom lugar lá na frente. Preocupação inútil, o penúltimo ônibus nunca está cheio. Gosto de sentar ao lado da janela para poder observar tudo que corre lá fora e sentir o vento, mas quase nunca o faço. Não gosto que se sentem ao meu lado, dificulta a saída, me sinto presa. Então eu sempre sento na cadeira do corredor mesmo. Ainda dá pra ver as coisas lá fora, mas o vento não é o mesmo. Nada é perfeito.
Caíam mais pingos do céu do que parecia de dentro do ônibus, pude perceber isso ao sair dele e ter que caminhar até minha casa. Cinco minutos, no máximo. Em cinco minutos a chuva te molha. A chuva te molha em bem menos tempo que isso. Tenho que andar com um guarda-chuva na bolsa nessa época do ano, digo de mim para mim. Não surte muito efeito. Meu poder de persuasão não funciona muito bem em noites de chuva. É difícil ser convincente quando chove. Confira.
Já terminei de ler aquele livro, e os que encomendei pela Internet ainda não chegaram. É bem certo que tenho alguns livros na fila a um bom tempo para serem lidos. Estão tão ao meu alcance – logo ali na estante – que se tornam desinteressantes com o passar do tempo. Sinto ter que confessar isso. Por que isso não acontece no caso de refrigerantes e brigadeiro?
São agora quase dezoito anos de sonhos. Tenho certa dificuldade em julgar onde se é melhor estar. No imaginário ou na – suposta – realidade. Tenho até dificuldade de distingui-los. Sinto-me uma ruga personificada. Crise dos dezoito? Acho difícil. Todos que ainda não chegaram a essa idade sonham com isso. Deve ser porque na maioria das vezes, quando se pensa em dezoito anos, se pensa logo em liberdade. Que pensamento estúpido! Mas desse papo eu estou cheia.
Sempre gostei de acreditar na sorte, no acaso. Me encanta ficar relembrando o caminho que fiz para obter alguns resultados. Uma coisa sempre desencadeia em outra e no final das contas tudo é bem previsível, com o tempo passa a ser até óbvio. Quando atiro uma pedra no lago eu sei que barulho vai fazer. Basta saber prever.

4 Comments:
Tem pessoas que vivem e morrem sem encontrar a razão, tem pessoas que a ignoram, outras que a rejeitam. Algumas outras seguem caminhos diferentes cuja as palavras não podem descrever, essas deixam de viver para pensar, outras que não pensam, simplismente vivem.
Acredito eu que bem menos da população mundial pode escolher entre Viver e Pensar. Algumas pessoas escolhem os dois,mas essas são limitadas, vivem sempre em buracos..
E voce? O que é razão? Como agir de forma adequada quanto a razão? e voce pode escolher? Caso sim, o que vai escolher?
A resposta é pessoal é deve ser guardada com voce, e caso viva em um buraco,e continuar cavando: vai chegar em um momento que o buraco estara fundo demais para voce sair..
Adorei o jeito como voce se expressa, acredito eu que tenha bastante potencial. beijos
as vezes a chuva ñ tão ruim assim, mas vc sempre tão certa dos seus pensamentos e realmente as pessoas são muito previsíveis. amei muito o seu blog muito lindo ainda + lindo c/ imagens. te adoro, viu. um baita abraço!
Corrigindo
Acredito eu que bem menos da população mundial
o certo fica
Acredito eu que bem menos da metade da população mundial
LINDO O COMEÇO, TB PARECE MUSICA HEHEH
DEPOIS DOS 16 OS ANOS PASSAM TAO RAPIDO Q TEM HORA QUE VOCE ATE ESQUECE QUANTOS ANOS TEM ...
VIDA
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